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The Wayback Machine - https://web.archive.org/web/20131013183701/http://www.velhaguardadaportela.com.br/historia

História - Velha Guarda da Portela

Grupo de samba completa 40 anos

Com uma história marcada pelo pioneirismo no mundo do samba, a Velha Guarda da Portela acaba de completar 40 anos. Considerada um dos pilares da cultura do samba da mais pura linhagem, é responsável por um precioso roteiro de músicas dos compositores e por impulsionar o renascimento das Velhas Guardas das outras escolas. "Estamos velhos, mas ainda não morremos", canta o Hino da Velha Guarda.

 

O grupo original era composto por grandes nomes: Ventura, Aniceto, Alberto Lonato, Francisco Santana, Antônio Rufino dos Reis, Mijinha, Manacéa, Alvaiade, Alcides Dias Lopes, Armando Santos e Antônio Caetano. Com o passar do tempo, a formação foi mudando, integrantes idosos foram sendo substituídos, obedecendo a um valoroso critério fundamental de manutenção das suas principais características musicais. Segundo o compositor Monarco, para ingressar na Velha Guarda é preciso "ter passado", e a escolha de novos componentes segue a tradição até hoje. "Tem que ser portelense e ter uma história na escola para 'vestir o fardão'", completa Iranette Ferreira Barcelos, mais conhecida como Tia Surica.

 

O primeiro CD da Velha Guarda, "Portela Passado de Glória", foi lançado em 1970. Quase três décadas depois a cantora Marisa Monte produziu o CD "Tudo Azul", onde estão gravados preciosos sambas de terreiro da escola. Junto aos antigos sambistas da escola, participaram outros portelenses apaixonados pela azul e branco de Madureira: Paulinho da Viola, Marisa Monte, Zeca Pagodinho e Cristina Buarque. Além desses Diogo Nogueira, Beth Carvalho e Teresa Cristina também fecham parceria e abraçam a VG.

 

Fonte de inspiração para livros e filme, hoje o grupo tem 10 componentes ativos em shows: As pastoras, Áurea Maria, Surica, e Neide Santana; os compositores Monarco e Davi do Pandeiro; e os músicos, Guaracy 7 Cordas, Serginho Procópio, Marquinhos, Timbira e Dinho. O objetivo da Velha Guarda da Portela é dar continuidade à proposta inicial, que é "não deixar morrer os sambas despretensiosos, sem intenção comercial", conta Serginho, o caçula da VG.


Assessoria de Imprensa: Gisele Peixoto (21) 7818-6283, Mariana Francavilla (21) 7845-9113 e Renata Carvalho (21) 9731-0204