Comecei recentemente meu Projeto Integrador na disciplina de Desenvolvimento Front-end para Web: um portfólio pessoal construído do zero. Mais do que só código, o objetivo era simular um fluxo de trabalho real — repositório público, commits organizados, branches, Pull Requests. Neste artigo, compartilho o que aprendi nas primeiras etapas.
Cada aula trouxe uma camada nova. Comecei configurando o Git localmente, criando o repositório no GitHub com README automático, e aprendendo a importância do .gitignore — ele precisa ser commitado antes de qualquer arquivo que deva ignorar, senão o Git já passa a rastrear o que não deveria.
Na etapa seguinte, montei a estrutura do projeto inteiramente via terminal: pastas css/, js/ e assets/images/ com mkdir, sem usar o explorador de arquivos. Isso me forçou a entender de verdade o que cada comando faz, em vez de só clicar em botões.
Depois veio o HTML semântico: trocar divs genéricas por header, main, section e footer, e construir um formulário de contato acessível — com label associado ao input via for/id idênticos, fieldset/legend agrupando os campos, e tipos corretos (email, tel) em vez de text para tudo. Aprendi a usar o painel Accessibility do DevTools para confirmar que nenhum elemento tinha role: generic.
Nem tudo saiu de primeira. Tentei clonar o repositório via SSH sem ter uma chave configurada, e recebi Permission denied (publickey) — resolvido trocando para o link HTTPS. Também acabei commitando uma mudança na branch errada por descuido; corrigi movendo o commit com git branch + git reset --hard, sem perder nada. Esses erros, embora frustrantes na hora, ensinaram mais do que teria aprendido se tudo desse certo de primeira.
O que mais me marcou foi perceber que Git e GitHub não são só "onde salvo meu código" — são ferramentas de comunicação e histórico. Cada commit conta uma história (por isso o padrão Conventional Commits importa), e cada Pull Request é um convite para revisão antes de integrar algo ao projeto principal.
Ainda tenho muito para construir neste portfólio ao longo do semestre, mas já sinto que estou desenvolvendo não só habilidades técnicas, mas um jeito mais profissional de trabalhar com código.
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