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Aluvale

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A Vale do Rio Doce Alumínio S.A., também conhecido como Aluvale, foi uma divisão de alumínio da Vale.

História

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Em 1967, foi criada a Mineração Rio do Norte, uma sociedade entre a Vale do Rio Doce e a Alcan.[1]

Em fevereiro de 1978, o governo brasileiro criou o Programa Especial de Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura do Complexo Alumínico Albrás-Alunorte. Em dia 20 de junho de 1978, foram assinados diversos acordos pela Companha Vale do Rio Doce, Valenorte, Albrás, Alunorte e NAAC.[1]

Foram assinados contratos de transferência de tecnologia, de assistência técnica industrial e de licenciamento de patentes entre a a Albrás e a Mitsui Aluminium, uma das acionistas da NAAC.[1]

O Projeto da Albras foi criado como uma associação entre a CVRD (51%) e a NAAC (49%) para a produção de alumínio. A construção teve início em 1981, tendo sido escolhido o município de Barcarena, às margens do rio Tocantins, na baía de Marajós, em razão de sua localização estratégica para construção de um porto e da proximidade da capital.[1]

A fábrica deveria ser suprida com a alumina produzida pela Alunorte.[1]

Foi instalada a Valesul no bairro carioca de Santa Cruz, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1982, tendo sido a quarta fábrica no país a produzir alumínio primário. A empresa foi criada a partir de uma associação feita entre a CVRD (55%) e a Billiton Metais/Shell (45%), representando um marco na produção brasileira, que pela primeira vez chegava à autossuficiência em alumínio.[2]

A primeira linha de produção da Albras foi inaugurada em 1985, com a implantação final em 1991.[1]

A Alunorte foi criada por meio de uma associação entre a Companhia Vale do Rio Doce (60,5%) e a NAAC (39,5%), tendo sido implantada junto à fábrica da Albrás em Barbacena (PA), com objetivo de produzir alumina para abastecer a Albras.[1]

O projeto enfrentou atrasos em virtude da conjuntura do mercado internacional do alumínio, em meados dos anos 1980. O capital da NAAC na empresa foi reduzido e ingressaram novos sócios, como a MRN e CBA, e posteriormente a Norsk Hydro.[1]

A Alunorte iniciou suas operações em 1995, quando foi inaugurado o Depósito de Resíduos Sólidos.[1]

Em 2005, a CVRD exercendo seu direito de acionista, adquiriu a parte da Shell, que saiu do projeto. No ano seguinte, em 2006, é a vez da BHP Billiton à vender sua participação na Valesul, tornando a CVRD como o único controlador.[3]

Em 2010, a Vale vendeu os ativos da Valesul para a Alumínio Nordeste, empresa do grupo Metalis.[4]

Em 2011, a Vale anunciou a conclusão da transação com a Norsk Hydro ASA (Hydro) para transferir todas as suas participações na Albras - Alumínio Brasileiro, Alunorte - Alumina do Norte do Brasil e Companhia de Alumina do Pará (CAP). A Vale também criou a empresa Mineração Paragominas (Paragominas) e transferiu a mina de bauxita de Paragominas e todos os seus demais direitos minerários de bauxita do Brasil. A Vale vendeu 60% da Paragominas à Hydro e os outros 40% foram vendidos até 2016.[5]

Em 2023, a Vale vendeu os 40% da participação que detinha na Mineração Rio do Norte (MRN) para a Ananke Alumina, uma empresa afiliada à Norsk Hydro ASA (Hydro).[6][7][8]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 MANOEL TEIXEIRA LAGE (2009). «O CRESCIMENTO E ATUAÇÃO DA VALE NO MERCADO DE ALUMÍNIO (1991 – 2000)» (PDF)
  2. «O Alumínio». ccaluminio.com.br. Consultado em 31 de janeiro de 2024
  3. «Vale do Rio Doce compra 45,5% que pertenciam à BHP na Valesul». Estadão. 4 de julho de 2006
  4. InfoMoney, Equipe (26 de janeiro de 2010). «Vale comunica acordo para venda de ativos da Valesul por US$ 31,2 milhões». InfoMoney. Consultado em 31 de janeiro de 2024
  5. OnLine, Valor (28 de fevereiro de 2011). «Vale conclui venda de ativos de alumínio para Norsk Hydro». Economia. Consultado em 5 de fevereiro de 2024
  6. O Estado de S. Paulo, ed. (2 de maio de 2010). «Vale vende participações em alumínio e bauxita para a Norsk Hydro». Consultado em 26 de janeiro de 2019
  7. «Vale conclui venda de fatia em mineradora no Pará por US$ 113 milhões». G1. 15 de dezembro de 2016. Consultado em 27 de janeiro de 2024
  8. Vale S.A. (2023). «Formulário de Referência 2023». Vale. Consultado em 27 de janeiro de 2024