Otto Neurath
| Otto Neurath | |
|---|---|
Coleções da Biblioteca Nacional de Israel, 1919 | |
| Nascimento | 10 de dezembro de 1882 Viena |
| Morte | 22 de dezembro de 1945 (63 anos) Oxford |
| Residência | Viena |
| Nacionalidade | austríaco |
| Cidadania | Áustria |
| Progenitores |
|
| Cônjuge | Olga Hahn-Neurath, Marie Neurath, Anna Schapire-Neurath |
| Alma mater | |
| Ocupação | economista, filósofo, sociólogo, teórico da arte, professor universitário |
| Cargo(s) | Diretor de museu |
| Orientador(a)(es/s) | Eduard Meyer, Gustav von Schmoller |
| Religião | judaísmo |
Otto Karl Wilhelm Neurath ([ˈnɔɪrɑːt][1] Viena, 10 de dezembro de 1882 — Oxford, 22 de dezembro de 1945) foi um filósofo da ciência, sociológo e economista político austríaco. Foi um dos fundadores do positivismo lógico e era uma das principais figuras do Círculo de Viena antes de ser obrigado a se mudar para a Inglaterra devido ao nazismo.
Foi o criador do movimento ISOTYPE, em Viena e mais tarde na Inglaterra, Otto Neurath e sua equipe criaram um sistema de pictogramas projetados para comunicar informação de forma simples, valorizando a linguagem não-verbal. Uma contribuição considerável ao campo do design e da comunicação visual em geral.[2]
Primeiros anos
[editar | editar código]Neurath nasceu em Viena, filho de Wilhelm Neurath (1840–1901), um renomado economista político judeu da época.[3] A mãe de Otto era protestante, e ele também se tornaria um.[4] Helene Migerka era sua prima.[5] Estudou matemática e física na Universidade de Viena (formalmente matriculado apenas por dois semestres em 1902–03). Em 1906, obteve seu Ph.D. no departamento de Ciência política e Estatística da Universidade de Berlim com a tese Zur Anschauung der Antike über Handel, Gewerbe und Landwirtschaft (Sobre as concepções da Antiguidade acerca do comércio, dos negócios e da agricultura).
Casou-se com Anna Schapire em 1907, que morreu em 1911 ao dar à luz seu filho, Paul; posteriormente casou-se com uma amiga próxima, a matemática e filósofa Olga Hahn. Talvez devido à cegueira de sua segunda esposa e depois por causa da eclosão da guerra, Paul foi enviado para um lar infantil fora de Viena, onde vivia a mãe de Neurath, retornando para viver com ambos os pais aos nove anos de idade.
Carreira em Viena
[editar | editar código]Neurath lecionou economia política na New Vienna Commercial Academy, em Viena, até a eclosão da guerra.[6] Posteriormente, dirigiu o Departamento de Economia de Guerra no Ministério da Guerra. Em 1917, concluiu sua tese de habilitação Die Kriegswirtschaftslehre und ihre Bedeutung für die Zukunft (Economia de guerra e sua importância para o futuro) na Universidade de Heidelberg. Em 1918, tornou-se diretor do Deutsches Kriegswirtschaftsmuseum (Museu Alemão de Economia de Guerra, posteriormente “Deutsches Wirtschaftsmuseum”) em Leipzig. Lá trabalhou com Wolfgang Schumann, conhecido pelo jornal Dürerbund, para o qual Neurath escreveu diversos artigos. Durante a crise política que levou ao armistício, Schumann incentivou-o a elaborar um plano de socialização para a Saxônia.[7] Junto de Schumann e Hermann Kranold, desenvolveu o Programm Kranold-Neurath-Schumann. Neurath então ingressou no Partido Social-Democrata da Alemanha em 1918–19 e dirigiu um escritório de planejamento econômico central em Munique. Quando a República Soviética da Baviera foi derrotada, Neurath foi preso, mas retornou à Áustria após intervenção do governo austríaco. Enquanto esteve preso, escreveu Anti-Spengler, um ataque crítico ao Declínio do Ocidente de Oswald Spengler.
Na Viena Vermelha, juntou-se aos social-democratas e tornou-se secretário da Austrian Association for Settlements and Small Gardens (Verband für Siedlungs-und Kleingartenwesen), uma associação de grupos de ajuda mútua que buscava fornecer moradia e terrenos de jardinagem a seus membros. Em 1923, fundou um novo museu dedicado à habitação e ao planejamento urbano chamado Siedlungsmuseum. Em 1925, renomeou-o para Gesellschafts- und Wirtschaftsmuseum in Wien (Museu da Sociedade e da Economia em Viena) e fundou uma associação para administrá-lo, da qual participavam a administração municipal de Viena, os sindicatos, a Câmara dos Trabalhadores e o Banco dos Trabalhadores. O então prefeito Karl Seitz atuou como primeiro patrono da associação. Julius Tandler, vereador responsável por assistência social e saúde, integrou o primeiro conselho do museu junto de outros importantes políticos social-democratas. O museu recebeu salas de exposição em edifícios da administração municipal, sendo a mais importante o Salão do Povo na Prefeitura de Viena.
Neurath colaborou com a revista social-democrata Der Kampf.[8]
Para tornar o museu compreensível para visitantes de todo o multilíngue Império Austro-Húngaro, Neurath trabalhou com design gráfico e educação visual, acreditando que “As palavras dividem, as imagens unem”, frase de sua própria autoria exibida na parede de seu escritório.[9] No final da década de 1920, o designer gráfico e teórico da comunicação Rudolf Modley atuou como assistente de Neurath, contribuindo para um novo meio de comunicação: uma “linguagem” visual.[10] Com o ilustrador Gerd Arntz e Marie Reidemeister (com quem se casaria em 1941), Neurath desenvolveu novas formas de representar informações quantitativas por meio de ícones facilmente interpretáveis. Precursor dos atuais infográficos, inicialmente chamou esse método de “Método Vienense de Estatísticas Pictóricas”. À medida que suas ambições ultrapassaram os dados sociais e econômicos relacionados a Viena, renomeou o projeto para "Isotype", um acrônimo do título completo do projeto: International System of Typographic Picture Education.[11] Em convenções internacionais de urbanistas, Neurath apresentou e promoveu suas ferramentas de comunicação. Durante a década de 1930, começou também a promover o Isotype como uma linguagem pictórica internacional, relacionando-o tanto ao movimento de educação de adultos quanto ao entusiasmo internacionalista por línguas novas e artificiais, como o Esperanto, embora enfatizasse em palestras e correspondências que o Isotype não pretendia ser uma linguagem autônoma e era limitado no que podia comunicar.
Na década de 1920, Neurath também se tornou um fervoroso positivista lógico e foi o principal autor do manifesto do Círculo de Viena. Foi a força motriz por trás do movimento da Unidade da Ciência e da International Encyclopedia of Unified Science.[12]
Neurath era defensor do Esperanto e participou do Congresso Universal de Esperanto de 1924 em Viena, onde conheceu Rudolf Carnap pela primeira vez.[13] Em 1927, tornou-se secretário da Ernst Mach Society.[14]
Exílio
[editar | editar código]Países Baixos
[editar | editar código]Durante a Guerra Civil Austríaca em 1934, Neurath trabalhava em Moscou. Antecipando problemas, pediu que lhe enviassem uma mensagem codificada caso fosse perigoso retornar à Áustria. Como Marie Reidemeister relatou posteriormente, após receber o telegrama “Carnap está esperando por você”, Neurath escolheu viajar para Haia, nos Países Baixos, em vez de Viena, para poder continuar seu trabalho internacional. Posteriormente, Arntz juntou-se a ele, depois que os assuntos em Viena foram resolvidos da melhor maneira possível. Sua esposa também fugiu para os Países Baixos, onde morreu em 1937.
Ilhas Britânicas
[editar | editar código]Após a Luftwaffe bombardear Roterdã, ele e Marie Reidemeister fugiram para a Grã-Bretanha, atravessando o Canal da Mancha com outros refugiados em um barco aberto. Ele e Reidemeister casaram-se em 1941 após um período de internamento na Ilha de Man (Neurath esteve no campo de Onchan). Na Grã-Bretanha, ele e sua esposa fundaram o Isotype Institute em Oxford, e foi convidado a aconselhar e elaborar gráficos Isotype para a planejada reurbanização das favelas de Bilston, próximo de Wolverhampton.
Neurath morreu de forma súbita e inesperada em decorrência de um derrame, em dezembro de 1945. Após sua morte, Marie Neurath continuou o trabalho do Isotype Institute, publicando postumamente os escritos de Neurath, concluindo projetos iniciados por ele e escrevendo muitos livros infantis utilizando o sistema Isotype, até sua morte na década de 1980.
Contribuições
[editar | editar código]Filosofia da ciência e da linguagem
[editar | editar código]O trabalho de Neurath sobre enunciados protocolares tentou reconciliar uma preocupação empirista com a fundamentação do conhecimento na experiência e o caráter essencialmente público da ciência. Neurath sugeriu que os relatos da experiência deveriam ser compreendidos como tendo um caráter de terceira pessoa e, portanto, público e impessoal, em vez de serem declarações subjetivas em primeira pessoa. Bertrand Russell discordou da concepção de Neurath sobre os enunciados protocolares em seu livro An Inquiry Into Meaning and Truth (p. 139 e seguintes), argumentando que ela rompia a conexão com a experiência que é essencial para uma concepção empirista de verdade, fatos e conhecimento.
Uma das obras posteriores de Neurath, Physicalism, transformou completamente a natureza da discussão do positivismo lógico acerca do programa de unificação das ciências. Neurath delineia e explica seus pontos de concordância com os princípios gerais do programa positivista e suas bases conceituais:
a construção de um sistema universal que compreendesse todo o conhecimento fornecido pelas diversas ciências; e a rejeição absoluta da metafísica, entendida como quaisquer proposições que não possam ser traduzidas em sentenças científicas verificáveis.
Em seguida, ele rejeita o tratamento positivista da linguagem em geral e, em particular, algumas das primeiras ideias fundamentais de Wittgenstein.
Primeiramente, Neurath rejeita o isomorfismo entre linguagem e realidade como uma especulação metafísica inútil, que exigiria explicar como palavras e sentenças poderiam representar coisas no mundo externo. Em vez disso, Neurath propôs que linguagem e realidade coincidem — isto é, que a realidade consiste simplesmente na totalidade das sentenças previamente verificadas na linguagem, e que a “verdade” de uma sentença diz respeito à sua relação com a totalidade das sentenças já verificadas. Se uma sentença falha em “concordar” (ou ser coerente) com a totalidade das sentenças previamente verificadas, então ela deve ser considerada falsa, ou alguma proposição daquela totalidade deve ser modificada de algum modo. Assim, ele vê a verdade como uma coerência interna das afirmações linguísticas, e não como algo relacionado a fatos ou outras entidades no mundo. Além disso, o critério de verificação deve ser aplicado ao sistema como um todo e não a sentenças isoladas. Essas ideias moldaram profundamente o verificacionismo holístico de Willard Van Orman Quine. O livro de Quine, Word and Object, tornou famosa a analogia de Neurath, que compara a natureza holística da linguagem e, consequentemente, da verificação científica, à construção de um barco já em alto-mar (cf. Navio de Teseu):
Somos como marinheiros que, em mar aberto, precisam reconstruir seu navio sem jamais poder recomeçar a partir da base. Onde uma viga é retirada, uma nova deve ser colocada imediatamente, e para isso o restante do navio é usado como apoio. Desse modo, utilizando as velhas vigas e madeira à deriva, o navio pode ser completamente remodelado, mas apenas por meio de uma reconstrução gradual.
Neurath também rejeitou a noção de que a ciência deveria ser reconstruída em termos de dados sensoriais, pois as experiências perceptivas são subjetivas demais para constituir uma base válida para a reconstrução formal da ciência. Assim, a linguagem fenomenológica que a maioria dos positivistas ainda enfatizava deveria ser substituída pela linguagem da física matemática. Isso permitiria as formulações objetivas necessárias, já que ela se baseia em coordenadas espaço-temporais. Tal abordagem “fisicalista” das ciências facilitaria a eliminação de qualquer elemento residual de metafísica, pois permitiria reduzi-los a um sistema de afirmações relativas a fatos físicos.
Economia
[editar | editar código]Na economia, Neurath destacou-se por defender ideias como a contabilidade econômica “em espécie” em vez da contabilidade monetária. Na década de 1920, também defendeu a Vollsozialisierung, isto é, uma “socialização” completa, e não apenas parcial.[15] Assim, defendia mudanças no sistema econômico mais radicais do que aquelas propostas pelos principais partidos social-democratas da Alemanha e da Áustria. Na década de 1920, Neurath debateu essas questões com importantes teóricos social-democratas (como Karl Kautsky, que insistia que o dinheiro era necessário em uma economia socialista). Enquanto servia como economista do governo durante a guerra, Neurath observou que “como resultado da guerra, o cálculo em espécie foi aplicado de maneira mais frequente e sistemática do que antes... a guerra foi travada com munição e abastecimento de alimentos, não com dinheiro”, isto é, os bens eram incomensuráveis. Isso convenceu Neurath da viabilidade do planejamento econômico em termos de quantidades de bens e serviços, sem o uso do dinheiro.[16][17] Em resposta a essas ideias, Ludwig von Mises escreveu seu famoso ensaio de 1920, “Economic Calculation in the Socialist Commonwealth”.[18][19]
Otto Neurath acreditava que um “socialismo de guerra” seria implementado após o capitalismo.[20] Para Neurath, as economias de guerra apresentavam vantagens em termos de rapidez na decisão e execução, distribuição ótima de meios em relação aos objetivos (militares) e avaliação e utilização pragmática da inventividade. Duas desvantagens que ele percebia como decorrentes da tomada de decisão centralizada eram a redução da produtividade e a perda dos benefícios das trocas econômicas simples; contudo, acreditava que a redução da produtividade poderia ser mitigada por meio de técnicas “científicas” baseadas na análise de fluxos de trabalho, conforme defendido por Frederick Winslow Taylor. Neurath acreditava que a teoria socioeconômica e os métodos científicos poderiam ser aplicados conjuntamente na prática contemporânea.
A visão de Neurath sobre o desenvolvimento socioeconômico era semelhante à concepção materialista da história elaborada inicialmente no marxismo clássico, na qual a tecnologia e o estado da epistemologia entram em conflito com a organização social. Em particular, Neurath, influenciado também por James George Frazer, associava o surgimento do pensamento científico e do empirismo/positivismo ao surgimento do socialismo, ambos entrando em conflito com modos mais antigos de epistemologia, como a teologia (aliada à filosofia idealista), que servia a propósitos reacionários. Contudo, Neurath seguiu Frazer ao afirmar que a magia primitiva se assemelhava muito à tecnologia moderna, implicando uma interpretação instrumentalista de ambas.[21] Neurath afirmava que a magia era infalsificável e, portanto, o desencantamento nunca poderia ser completo em uma era científica.[22] Os adeptos da visão científica de mundo não reconhecem nenhuma autoridade além da ciência e rejeitam todas as formas de metafísica. Sob a fase socialista da história, Neurath previu que a cosmovisão científica se tornaria o modo dominante de pensamento.[23]
Publicações selecionadas
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A maior parte das publicações de e sobre Neurath ainda está disponível apenas em alemão. Contudo, ele também escreveu em inglês. Seus artigos científicos estão preservados no Noord-Hollands Archief, em Haarlem; a Coleção Isotype Otto e Marie Neurath está mantida no Departamento de Tipografia e Comunicação Gráfica da University of Reading, na Inglaterra.
Livros
[editar | editar código]- 1913. Serbiens Erfolge im Balkankriege: Eine wirtschaftliche und soziale Studie. Viena : Manz.
- 1921. Anti-Spengler. Munique, Callwey Verlag.
- 1926. Antike Wirtschaftsgeschichte. Leipzig, Berlim: B. G. Teubner.
- 1928. Lebensgestaltung und Klassenkampf. Berlim: E. Laub.
- 1933. Einheitswissenschaft und Psychologie. Viena.
- 1936. International Picture Language; the First Rules of Isotype. Londres: K. Paul, Trench, Trubner & co., ltd., 1936
- 1937. Basic by Isotype. Londres, K. Paul, Trench, Trubner & co., ltd.
- 1939. Modern Man in the Making. Alfred A. Knopf
- 1944. Foundations of the Social Sciences. University of Chicago Press
- 1944. International Encyclopedia of Unified Science. Com Rudolf Carnap, e Charles W. Morris (eds.). University of Chicago Press.
- 1946. Philosophical Papers, 1913–1946: With a Bibliography of Neurath in English. Marie Neurath e Robert S. Cohen, com Carolyn R. Fawcett, eds. 1983
- 1973. Empiricism and Sociology. Marie Neurath e Robert Cohen, eds. Inclui uma seleção de esboços biográficos e autobiográficos de Popper e Carnap, além de uma tradução abreviada de Anti-Spengler.
Artigos
[editar | editar código]- 1912. The problem of the pleasure maximum. In: Cohen and Neurath (eds.) 1983
- 1913. The lost wanderers of Descartes and the auxiliary motive. In: Cohen and Neurath 1983
- 1916. On the classification of systems of hypotheses. In: Cohen and Neurath 1983
- 1919. Through war economy to economy in kind. In: Neurath 1973 (a short fragment only)
- 1920a. Total socialisation. In: Cohen and Uebel 2004
- 1920b. A system of socialisation. In: Cohen and Uebel 2004
- 1928. Personal life and class struggle. In: Neurath 1973
- 1930. Ways of the scientific world-conception. In: Cohen and Neurath 1983
- 1931a. The current growth in global productive capacity. In: Cohen and Uebel 2004
- 1931b. Empirical sociology. In: Neurath 1973
- 1931c. Physikalismus. In: Scientia : rivista internazionale di sintesi scientifica, 50, 1931, pp. 297–303
- 1932. Protokollsätze (Protocol statements).In: Erkenntnis, Vol. 3. Repr.: Cohen and Neurath 1983
- 1935a. Pseudorationalism of falsification. In: Cohen and Neurath 1983
- 1935b. The unity of science as a task. In: Cohen and Neurath 1983
- 1937. Die neue enzyklopaedie des wissenschaftlichen empirismus. In: Scientia: rivista internazionale di sintesi scientifica, 62, 1937, pp. 309–320
- 1938 'The Departmentalization of Unified Science', Erkenntnis VII, pp. 240–46
- 1940. Argumentation and action. The Otto Neurath Nachlass in Haarlem 198 K.41
- 1941. The danger of careless terminology. In: The New Era 22: 145–50
- 1942. International planning for freedom. In: Neurath 1973
- 1943. Planning or managerial revolution. (Review of J. Burnham, The Managerial Revolution). The New Commonwealth 148–54
- 1943–5. Neurath–Carnap correspondence, 1943–1945. The Otto Neurath Nachlass in Haarlem, 223
- 1944b. Ways of life in a world community. The London Quarterly of World Affairs, 29–32
- 1945a. Physicalism, planning and the social sciences: bricks prepared for a discussion v. Hayek. 26 July 1945. The Otto Neurath Nachlass in Haarlem 202 K.56
- 1945b. Neurath–Hayek correspondence, 1945. The Otto Neurath Nachlass in Haarlem 243
- 1945c. Alternatives to market competition. (Review of F. Hayek, The Road to Serfdom). The London Quarterly of World Affairs 121–2
- 1946a. The orchestration of the sciences by the encyclopedism of logical empiricism. In: Cohen and. Neurath 1983
- 1946b. After six years. In: Synthese 5:77–82
- 1946c. The orchestration of the sciences by the encyclopedism of logical empiricism. In: Cohen and. Neurath 1983
- 1946. From Hieroglyphics to Isotypes. Nicholson e Watson. Excerpts. Rotha (1946) reivindica que é parte da autobiografia de Neurath.
Referências
- ↑ «Neurath». Merriam-Webster Dictionary
- ↑ Portal Folha.com (30 de outubro de 2011). «O cientista social que revolucionou o design»
- ↑ Cat, Jordi (2024), «Otto Neurath», in: Zalta, Edward N.; Nodelman, Uri, The Stanford Encyclopedia of Philosophy Spring 2024 ed. , Metaphysics Research Lab, Stanford University, consultado em 5 de setembro de 2024
- ↑ Wussow, Philipp von (janeiro de 2021). «The Political Ideas of Otto Neurath: Science, Judaism, and the Rise of Expertocracy». Azimuth Ix (2021) 18: Mother-Tongue and Father-Land: Jewish Perspectives on Language and Identity
- ↑ Neurath, Otto (1973). Empiricism and sociology: the life and work of Otto Neurath. [S.l.]: Reidel. pp. 2. ISBN 978-9027702593
- ↑ Thomas E. Uebel (ed.), Rediscovering the Forgotten Vienna Circle: Austrian Studies on Otto Neurath and the Vienna Circle, Springer, 2012, p. 26.
- ↑ "Otto Neurath: Empiricism and Sociology". edited by Marie Neurath and Robert S. Cohen. Dordrecht-Holland/Boston-USA: D. Reidel Publishing Company, 1973
- ↑ Edmonds, David (2020). The Murder of Professor Schlick: The Rise and Fall of the Vienna Circle First ed. Princeton: Princeton University Press. p. 136. ISBN 9780691164908
- ↑ Edmonds, David (2020). The Murder of Professor Schlick: The Rise and Fall of the Vienna Circle First ed. Princeton: Princeton University Press. p. 60. ISBN 9780691164908.
Worte trennen, Bilder verbinden.
- ↑ Bresnahan, Keith (2011). «"An Unused Esperanto": Internationalism and Pictographic Design, 1930-70». Design and Culture. 3 (1): 5–24. doi:10.2752/175470810X12863771378671
- ↑ Berko, Lex. «Isotype, the Proto-Infographic You Probably Didn't Know Existed». Vice (12 September 2013). Vice Media. Consultado em 7 de novembro de 2020
- ↑ Edmonds, David (2020). The Murder of Professor Schlick: The Rise and Fall of the Vienna Circle First ed. Princeton: Princeton University Press. p. 60. ISBN 9780691164908
- ↑ Ways of the Scientific World-Conception: Rudolf Carnap and Otto Neurath. [S.l.]: Brill. 2024. p. 2
- ↑ Edmonds, David (2020). The Murder of Professor Schlick: The Rise and Fall of the Vienna Circle First ed. Princeton: Princeton University Press. p. 89. ISBN 9780691164908
- ↑ John O'Neill, "Socialist Calculation and Environmental Valuation: Money, Markets and Ecology," Science & Society, LXVI/1 (Spring 2002); Joan Martinez-Alier and Klaus Schlupmann, Ecological Economics: Energy, Environment, and Society (1987), 212-218.
- ↑ Günther Chaloupek, "Otto Neurath's Concepts of Socialization and Economic Calculation and his Socialist Critics"(2006), at www.chaloupek.eu/work/NeurathFin.pdf
- ↑ Otto Neurath, ed. T. Uebel and R. S. Cohen, Economic Writings (2004), 304.
- ↑ «Economic Calculation in the Socialist Commonwealth by Ludwig von Mises». Ludwig von Mises Institute. Consultado em 1 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 17 de novembro de 2014
- ↑ O'Neill, John (dezembro de 1995). «In partial praise of a positivist: The work of Otto Neurath». Radical Philosophy (74). Consultado em 16 de outubro de 2018
- ↑ Desai, Meghnad (2002). Marx's Revenge. [S.l.]: Verso. pp. 190–195
- ↑ Josephson-Storm, Jason (2017). The Myth of Disenchantment: Magic, Modernity, and the Birth of the Human Sciences. Chicago: University of Chicago Press. pp. 225–6. ISBN 978-0-226-40336-6
- ↑ Josephson-Storm, Jason (2017). The Myth of Disenchantment: Magic, Modernity, and the Birth of the Human Sciences. Chicago: University of Chicago Press. p. 227. ISBN 978-0-226-40336-6
- ↑ Jacobs, Straun; Otto, Karl-Heinz. «Otto Neurath: Marxist member of the Vienna Circle» (PDF). Consultado em 7 de setembro de 2014 [ligação inativa]