As principais notícias da manhã desta quarta-feira (8/4)

Irã ataca países do Golfo. Kuwait diz sofrer ‘intensa onda de ataques’ do Irã nas primeiras horas após cessar-fogo com os EUA. Nas primeiras horas da manhã, foram registrados ataques nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e no Bahrein. Segundo o Exército do Kuwait, os ataques causaram “danos materiais significativos” em instalações petrolíferas, usinas elétricas e centros de dessalinização de água.
Em Dallas Flávio abandonou o figurino moderado e retomou o repertório clássico do bolsonarismo mais duro

Havia lógica, e até alguma sofisticação política, na estratégia de Flávio Bolsonaro de se apresentar como a face mais moderada do bolsonarismo. Num país que permanece dividido praticamente ao meio, como reiteram sucessivas pesquisas de opinião, o centro de gravidade da disputa eleitoral deslocou-se para os eleitores independentes. Esse contingente, menos ideológico e mais pragmático, tornou-se o fiel da balança. Não se trata de um público entusiasmado, mas de um eleitorado que decide com base em percepções de estabilidade, previsibilidade e rejeição ao radicalismo. Em 2018, migrou para Bolsonaro; em 2022, para Lula. Agora, observa atentamente os dois principais contendores.
Trump é o belzebu que paira sobre nossa cabeça desde que votos da maioria dos americanos o fizeram presidente do país

Se você acordou sem assombros hoje e a vida segue com as anormalidades corriqueiras, é porque Trump, como as baleias Cachalotes, ontem, emitiu seu codas assustador, mas não mordeu. Voltou atrás. Trocou a ameaça de destruição total do Irã, por cessar fogo. O Irã segue sofrendo, mas não voltou à idade da pedra. Coda é o som emitido pelas Cachalotes, que alcança 230 decibéis. Nós humanos não resistimos aos sons de 180 a 200 decibéis. De novo, sobrevivemos ao terror Trump.
Em novo capítulo do teatro do absurdo de Flávio, o senador não sabia de nada
O senador Flávio Bolsonaro resolveu passear por podcasts para tentar lustrar uma biografia que, como todos sabemos, tem mais rachaduras do que um asfalto de cidade abandonada. A tática é velha e conhecida: a culpa é sempre do outro.
Entre as labaredas de Trump e o jogo de cena dos Bolsonaros

O mundo e o Brasil vivem dias de nervos expostos, onde a retórica agressiva muitas vezes serve de biombo para recuos estratégicos ou amnésias de conveniência. Lá fora, Donald Trump joga com o tabuleiro global como quem maneja um controle remoto, alternando ameaças de extermínio contra o Irã com cessar-fogos de ocasião – uma tática de imprevisibilidade que mantém aliados e inimigos em permanente estado de sobressalto.
Jaques Wagner

“É zero a chance de Lula não disputar a eleição. Se uma pesquisa mostrar que ele está pior que o adversário, aí é que ele vai entrar de cabeça. Ele não vai fechar a história dele dizendo: ‘Corri do pau’. Ao contrário”. (Jaques Wagner, líder do governo no Senado)
Enquete

Lula parece disposto a gastar o que tem e o que não tem para evitar que a guerra de Trump prejudique os brasileiros. E aí? Respostas de 152 leitores:
Está certo – 94,7%
Está errado – 5,3%
Negócios à vista

Não, não sou eu que digo e não foi ninguém que me disse sob anonimato. No jornalismo das antigas, era proibido publicar declarações em off, e ainda por cima entre aspas. Em off, qualquer um diz qualquer coisa porque não será responsabilizado por ela.
Humor
As principais notícias da manhã desta terça-feira (7/4)

Trump ameaça Irã: “Uma civilização inteira morrerá esta noite”, A declaração feita nesta terça-feira (7/4) coincide com o prazo final imposto por Donald Trump ao Irã.
Há algo curioso nas crises energéticas: elas sempre chegam como surpresa, mas quase nunca são, de fato, inesperadas

Nos últimos dias, voltei a pensar nisso ao ouvir um episódio do Bloomberg Zero, que discute se o mundo está mais preparado para a nova crise de energia que vivemos – a segunda em menos de cinco anos.
Documentos judiciais e do Congresso apontam para possíveis irregularidades em empréstimos hipotecários

O governo de Javier Milei está envolvido em um novo escândalo de corrupção, desta vez relacionado à concessão de empréstimos multimilionários a altos funcionários e legisladores da administração de extrema-direita. Denúncias e pedidos de informação já apresentados ao Poder Executivo apontam para possíveis irregularidades e conflitos de interesse nos empréstimos, que foram concedidos com recursos dos mesmos bancos públicos que, segundo a retórica oficial, o regime de Milei pretendia desmantelar ou privatizar.
O Estado é a única forma de fugir ao medo da morte. Nossa dependência desse Tirano vem daí

Em 1548, quando Étienne de la Boétie escreveu o Discours de la Servitude Volontaire, compreendera, aos 18 anos — ele viveria 33 — o que poucos haviam compreendido ou compreenderiam: que o homem tem o desejo inato da liberdade, mas, desde que surge o Estado-Tirano, muda de natureza e se submete à uma escravidão voluntária. Só muitos anos depois Thomas Hobbes explicou que o Estado é a única forma de fugir ao medo da morte. Nossa dependência desse Tirano, desse Um — o livro foi publicado clandestinamente como Le Contre-Un — nasce, portanto, do desejo de segurança.
Donald Trump

“Eles são animais, e nós temos que detê-los, e não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear. Muito simples. Eles querem uma arma nuclear. Eles têm tentado há muito tempo”. (Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre os iranianos)
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