Cinema surrealista
| Cinema |
|---|
| Portal • Categoria |
O cinema surrealista é uma abordagem modernista do cinema tanto na história e quanto na produção, originada em Paris na década de 1920. Relacionado com o cinema dadaísta, o cinema surrealista é caracterizado pela rejeição da dramática psicologia e o uso frequente de imagens chocantes.
O primeiro filme surrealista foi La Coquille et le Clergyman de 1928, dirigido por Germaine Dulac, a partir de um roteiro de Antonin Artaud. Outros filmes que abordam essa temática são Un chien andalou e L'Age d'Or por Luis Buñuel e Salvador Dalí; Buñuel passou a dirigir diversos filmes, com diferentes graus de influência surrealista.
História
[editar | editar código]O surrealismo foi o primeiro movimento literário e artística a se tornar associado com o cinema,[1] embora tenha sido também um movimento amplamente negligenciado pelos críticos de cinema e historiadores.[2]
André Breton, mesmo antes do lançamento do movimento surrealista, possuía um ávido interesse no cinema: enquanto servia na Primeira Guerra Mundial, ele estava em Nantes e, durante seu tempo livre, debatia sobre arte com seu amigo Jacques Vaché.[3][4] De acordo com Breton, Vaché e ele ignoravam a duração e os títulos dos filmes e preferiam assistir às obras cinematográficas sem nenhum conhecimento prévio.[3][4]
Características[5]
[editar | editar código]O cinema surrealista se define por inúmeras características que o diferenciam dos demais movimentos cinematográficos. Entre elas:
Imagens oníricas: Os filmes surrealistas são conhecidos pelos seus visuais bizarros que convocam a lógica dos sonhos ao invés da realidade. As imagens são concebidas para chocar, perturbar e provocar reflexão.
Narrativas não lineares: As estruturas de enredo convencionais são abandonadas em favor de narrativas fragmentadas e desconexas que refletem a imprevisibilidade da mente subconsciente.
Simbolismo: Objetos, personagens e cenários em filmes surrealistas frequentemente possuem significado simbólico, refletindo temas psicológicos ou filosóficos mais profundos. Esses símbolos, na maioria das vezes, se inspiram na mitologia, na religião e na iconografia pessoal.
Justaposição: Os diretores surrealistas utilizam uma técnica conhecida como justaposição, na qual são colocados elementos incongruentes lado a lado para criar contrastes marcantes e desafiar as expectativas do espectador, podendo produzir uma sensação de choque e desorientação, enfatizando a natureza irracional e abrupta do subconsciente.
Exploração do inconsciente: Os filmes surrealistas mergulham em temas como desejo, sexualidade, medo e irracionalidade, procurando desvendar aspectos ocultos da psique humana.